sábado, 5 de novembro de 2011

Trollando o Bruno II: Os centavos da discórdia.

Caso você não tenha visto: Trollando o Bruno (Parte 1)

Pois é amigos, assim como que tudo o que sobe desce e tudo o que vai volta, ou não, estou aqui novamente para contar mais uma série de Trolls, testemunhada pelo blogueiro que tirou nota máxima em gramática que vos fala.

Desta vez sem chuva, sem siesta, sem sem enrolação no atendimento, fui ao mesmo supermercado, onde o destino conspirou para que num coincidente sábado, eu encontrasse a mesma funcionária prestativa da última vez. Minha mãe tinha me mandado comprar pão e mortadela com R$5,00 às 6 horas da tarde (veja você).
Apesar de não dizer exatamente o preço que queria de ambos, imaginei que fossem R$2,00 de pão e R$3,00 de mortadela, como sempre fazíamos.

Pois bem, chego no bendito supermercado, encosto minha bicicleta e entro, vou até a padaria, e lá, distraidamente espero alguns segundos até que meu olhar foca em um rosto conhecido, que só faltava ser um meme branco com o rosto contorcido e um sorriso maquiavélico.



Era ela, a atendente da padaria.
Estava no açougue (que é do lado da padaria), conversando com as colegas no açougue, e ouvindo reclamação da clientela no açougue. Ela veio me atender, como toda boa atendente faz, balbuciando pra outro cliente, do açougue:
"Eu sou da padaria, dou atenção à padaria, quando não tiver gente na padaria, eu saio da padaria" - Frase que me fez sentir lisonjeado, me fez pensar em perdoá-la pelo último episódio, me fez pensar em esquecer o ocorrido, me fez pensar que aquilo só foi um erro raro, me fez pensar que ela precisava de um 10 em gramática.
Não demorou muito, e ela me pergunta
-Oi fio, o que que é você?
-Dois reais de pão :B
-Dois reais?
-Isso :3
Ela pegou e embalou os pães, bonitinho, como eu pedi, pesou, e me deu. Porém, ao invés de eu ouvir um "Mais alguma coisa?" como todas elas fazem, com todos os clientes, conforme a política da prestação de serviços, conforme o Estatuto das Atendentes de Padarias de Supermercados, conforme ela fez no açougue, e conforme ela deveria ter feito comigo, eu ouvi um "E você, senhora?" dirigido à uma senhora, que surgiu macumbeiramente do meu lado. Ergui o braço antes que a véia pudesse falar alguma coisa e disse
-Três reais de mortadela, moça.
-Três reais de mortadela? Ok.
Ela embalou, pesou, me deu. Apesar disso acontecer eu senti que não foi nada demais, que foi só um errinho de "Mais alguma coisa".

Fui para o caixa, e enquanto me acomodava na enorme e apertada fila do final de sábado, vejo coisas que me deixaram meio Adolf Hitler declarando guerra contra as atendentes de padaria: os malditos preços das etiquetas do pão e da mortadela, R$2,32 e R$3,15.

Cinco reais e quarenta e sete centavos. Reclamei com a moça do caixa, e nada de trocar, dessa vez ela tinha uma solução diferente, mais cômoda pra ela e pro supermercado: eu pago cinco reais e volto da minha casa com mais cinquenta centavos, sem direito a três centavos de troco.
E como eu sou um menino muito mal, desonesto, vingativo e nazista, eu fui pra casa com o pão e a mortadela. Voltei e paguei os 50 centavos como ela mandou. É.

É, atendente, você venceu esse round, mas logo eu te vejo de novo, "Eu. Você. No Procon."