quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Protesto! Com toda a delicadeza...

"Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remediá-los" - Alvo Dumbledore.


Essas palavras, escritas e eternizadas por J.K. Rowling resumem o motivo pelo qual eu ressuscitei o blog, que estava se revirando na tumba, indignado. E olha que eu também me reviraria.


Era fim da aula de Educação Física, estava voltando pra sala quando parei de chofre em frente a biblioteca, só para  admirar como ela estava bem arrumada, o que na minha escola é raridade de se ver. Porém, foi me reservado uma tarefa muito mais difícil e incômoda, que era ouvir os disparates de uma das responsáveis do regimento da minha escola (desculpe, não sei exatamente qual é o cargo dela). Meus outros colegas, de classe e de projeto (TVOB), estavam lá também, e quando eu percebi que o fato de estar me intrometendo não incomodou, fui eu que comecei a me incomodar.


Não tenho nada contra ela, nunca tive, mas devo admitir que fiquei ~puto de la vida~ com aquela conversa.


Eu explico. Desde que esse blog é blog, há quem se manifeste por qualquer razão, para qualquer fim - e na maioria das vezes esses fins e razões me irritam profundamente. Ela queria que o blog fosse educadamente subordinado destituído de todos os palavrões, palavras de baixo calão e termos ofensivos que uso regularmente por aqui com com total e torturante liberdade ao ver dos outros.


O que ocorreu neste episódio me lembrou fortemente, com o perdão da palavra,  um amontoado de gente segurando cartazes e berrando por todo lado, com o objetivo de estancar completamente o governo militar que regia o Brasil há 21 anos na década de 80, pedindo diretas-já. Devo lembrar que uma das principais imposições do governo era a censura, de tudo e de todos, fazendo todo mundo calar a boca para coisas que julgavam não apropriadas pra serem ditas ou escutadas por qualquer um.


Por mais que tentei argumentar, que o blog é de responsabilidade minha (e não de nenhum dos presentes), e que fui eu que escrevi a maioria dos posts, e que o mesmo não tinha ligação nenhuma com a escola, ela se mostrou irredutível. Amabilissimamente irredutível, o que foi mais irritante ainda.


Sensações de culpa, remorso, raiva e indignação se misturaram rapidamente, junto com toda a educação que eu fazia questão de mostrar durante o diálogo, ou monólogo, no caso.


Tá, aí você, o meu agradável leitor das antigas do blog, vem e pergunta, com a sagacidade de um cabrito saltador indiano com sarna, "Mas por que ela estava pedindo isso?". Um dia desses, Wilson (lembram dele? rs) me contou que ela estava querendo os endereços de todos os blogs que eu e ele montamos (um hobbie improdutivo de gente entediada, sacomé), e, não fui eu, mas algum infeliz deu o endereço a ela, sem me contar. Inclusive, estava entre eles o blog da TV Odone Belline, por que - até que faz sentido - fomos nós que montamos.


Isso deu a errônea ideia de que o nosso querido, amado e moribundo Codinome B estivesse junto na vibe com os outros, e por outros quis dizer o da TVOB, que é da escola. E por parte disso a culpa é minha, até por que o primeiro post foi o Jornal Minutinho, e desde então venho publicando nossos trabalhos para Deus e o mundo.


MÃÃÃÃÃÃÃIS, eu tenho que dizer que fiz isso para divulgar o projeto, e não deixar o blog morrer, por que acredite, falta assunto nessa joça como podem ver . O fato disso ser um blog, me dá o direito de comentar sobre qualquer coisa que eu queira, me expressando da maneira que achar melhor.


Quero esclarecer, também, que já houve outros professores que leram, uns gostaram, outros incentivaram, e outros que fizeram os mesmos comentários, pensando estar tudo ligado à TV ou a escola. Estão todos enganados, e é exatamente por isso que não vou retirar coisa alguma, e que vou continuar publicando os palavrões e tudo que eu bem entender. 
Outra coisa é que, quero deixar bem explícito, não saio exibindo palavrões à torto e à direito em tudo que escrevo, podem perguntar a qualquer um que já leu meus textos, mesmo aos críticos que gostariam de vê-los num incinerador.


"Palavrão, meu filho, é condomínio, palavrão é fome, palavrão é a maldade que estão fazendo com o colírio custando 40 mil réis, palavrão é não ter cama nos hospitais." - Dercy Gonçalves