sexta-feira, 9 de março de 2012

O Rebelde Independente - Capítulo 1


É necessário ler:

O Anão Francês

Há quem diga que Napoleão Bonaparte foi um grande e respeitável líder burguês. Até aí está certo, tirando a parte do “grande”. Napinho, como era chamado nos seus círculos de amizade, tinha menos de um metro e sessenta de altura.

Este era um dos motivos pelos quais ele sofria bullying escolar, o que, para não estragar sua “grande” e respeitável imagem, nunca foi mencionado por nenhum livro didático de história. O outro motivo eram suas canelas finas de antílope.

Napinho, apesar de ser baixo e possuir canelas horrivelmente finas, tinha um cérebro de dar inveja. Um cérebro doentio, mas de dar inveja.  Aos 10 anos de idade, já tinha um plano totalmente traçado de como dominar o mundo, levando a França ao poder absoluto.

E foi aos 10 anos que esse plano teve início. Bonaparte obrigou seu pai a tranferí-lo da escola onde estudava para um colégio militar (o que também, para não estragar sua imagem, foi censurado de todas as fontes), primeiro, por que detestava aquela escola, o bullying que sofria por causa da sua altura e espessura das pernas; e segundo, que seria uma ótima maneira de conseguir que seu plano tivesse início.

Seu empenho, determinação, e suborno mensal aos seus superiores hierárquicos, lhe renderam o cargo de tenente da artilharia do exército francês 9 anos depois.

Aos 27, com a deixa simpática da Revolução Francesa, se tornou general.
Fazendo algumas sabotagens comerciais aqui e ali em nome da França contra países adversários, foi ganhando respeito. O respeito lhe foi tanto que se tornou Imperador. Vai entender a lógica disso...

Esse foi o estopim. Aos 35 anos de idade, impôs nova forma de governo e novas leis na França – uma delas era a sentença de morte para quem caçoasse de suas pernas, altura, ou lhe chamasse de Napinho – e iniciou guerras por toda a Europa.

41 anos. Ele dominava toda a Europa. E como a Europa dominava tudo, ele dominava o mundo. A não ser por um pequeno detalhe. Um detalhe de cento e trinta mil trezentos e noventa e cinco quilômetros quadrados chamado Inglaterra.
...
Ah, Inglaterra, a teimosa Inglaterra...
O que Napinho... quero dizer, Napoleão, fazia era vencer guerras com todos os países europeus possíveis, instaurando a “paz” logo depois – esta carregada de direitos sobre a nação perdedora – fazendo de Bonaparte o dominador de tudo e de todos. Ou pelo menos foi isso que eu entendi.

O único problema era “Ah, Inglaterra, a teimosa Inglaterra”. Depois de instaurada a “paz” entre França e Inglaterra, a Rainha resolveu parar de ser cortês e bebericar chá e começou a agir, se unindo às rebeldes Rússia e Áustria, todo mundo querendo a cabeça de Bonaparte.

A conclusão foi o Bloqueio Continental, que impedia o comércio dos países europeus com a Inglaterra. O raciocínio era o seguinte: “Se a Terra da Rainha não se une a mim, ou morre paupérrima, ou se une a mim”.