sexta-feira, 2 de março de 2012

O Rebelde Independente - Prefácio

É necessário ler o post:

 A história do Brasil sempre foi contada monótona e cansativamente pela escola. Em qualquer lugar que se estude, sempre existe a mesma ladainha exaustiva dos acontecimentos, do Descobrimento à Ditadura Militar.

 Tudo isso exige um enorme esforço do aluno. Não para entender, mas pra resistir ao desejo compulsivo de se deitar, dormir e babar em cima da mesa.

 O que proponho aqui, afinal, é bem simples.

 A visão equivocada que se têm do brasileiro na história é de um herói reprimido, inicialmente submisso às tarefas e ordens dadas por um senhorio cruel e calculista, que depois se dá conta de que é um herói reprimido, e começa a se rebelar, se consagrando só como herói e não mais como reprimido.  Aqui vou retratar o brasileiro como ele realmente é: despreocupado, descontraído, extrovertido, festeiro e todos os outros motivos que fazem dele uma personalidade interessantemente ignorante.

 A visão equivocada que se têm do lusitano na história é de um senhorio cruel e calculista (seja lá o que isso for), inicialmente dominante de vastos territórios e povos, que depois começa a perder o domínio desses territórios e povos, se revelando um senhorio cruel e calculista que administra mal seus territórios e povos. Aqui vou retratar o lusitano como ele realmente é: um velho corpulento dono de uma grande bigodeira e de um quepezinho xadrez, que fala “Ora pois” e come bacalhau.