terça-feira, 3 de julho de 2012

Coca ou Guaraná?

Está cientificamente provado pelos mais renomados Institutos de Pesquisa do mundo: Quando você está sozinho já é um completo idiota, quando está com um amigo vai de Bem Comportado à Ney Matogrosso em 5 segundos.


Neste sábado eu fui na festa de aniversário e aposentadoria do ex-diretor da minha escola. Talvez o primeiro diretor que a escola já teve e talvez o velho mais daora que eu já conheci na vida. Rafael ficou encarregado de fazer um vídeo em homenagem à ele com fotos de Mil-Novecentos-E-Não-Te-Interessa, que eu, como exímio editor de vídeos e penetra cara de pau, não ajudei a fazer. Por isso fui convidado pra festa também.


Aconteceu em um restaurante com a família, os amigos íntimos e ex-colegas de trabalho do diretor; família, amigos íntimos e colegas de trabalho da família (?), dos amigos íntimos e dos ex-colegas de trabalho do diretor. Além do penetra aqui e o Rafael. A homenagem ia rodar em um projetor e ficamos sentados atrás dele. Até aí tudo OK, esperamos convidados chegarem, convidados chegaram, garçons começaram a trabalhar e depois de um tempinho todos começaram a petiscar e jantar felizes e satisfeitos. 
Menos nós.


Volta e meia algum garçom vinha e oferecia refrigerante com a fatídica frase arranjada: "Coca ou Guaraná?". Depois de três ou quatro copos de coca ou guaraná, comecei a ficar inquieto, querendo esticar as canelas pelo restaurante e conversar com gente. Expressamente Rafael disse que não, que devíamos esperar pra rodar a homenagem - o que não impediu que eu fosse no banheiro incontáveis vezes antes da mesma.


20 Minutos depois do começo da festa, "Coca ou Guaraná" virou um dos bordões que usamos quase o tempo todo. Eu explico: na falta do consumo de bebidas alcoólicas, nos embriagamos com refrigerante. É aquela coisa toda, começa a rir de tudo, rir sem motivo, rir consigo mesmo, rir da cara do outro, rir da coca ou guaraná, rir quando dizemos isso, enfim, dar risada. A situação não podia ficar mais ridícula, mas pode apostar que ficou, afinal, amigos amigos, senso comum à parte.


Mais ou menos meia hora de festa e Seu Zé (ex-diretor e aniversariante) deu o ar de sua graça com direito a discurso e agradecimentos, depois vieram as homenagens dos entes queridos e o vídeo.


Enfim era hora de esticar as canelas, e fazendo isso, as pessoas começaram a sugerir que jantássemos. 

Rafael: Bruno, como é "jantar" em inglês?
Eu: "Dinner"
Rafael: NO DINNER, PLEASE!


Aí pronto, um segundo bordão, mais risadas, menos janta. Enfim, fomos convidados a sentar em uma mesa onde todo mundo estava com seu prato, jantando, e eu e Rafa, com nossos copos, bebendo. 


Naquela mesa também sugeriram que a gente jantasse, e a resposta foi: 
"Coca... ou Guaraná?"


Acabou por descobrirmos que tinha um self-service escondido com maestria bem debaixo dos nossos narizes. 




...

Fora isso, o ponto alto da festa foi a música e a dança. Sim, dança. Não tenho ideia de como dançar mais foi isso que eu fiz. Imagine só.


O DJ teve os dom de tocar músicas Disco. Sacomé, anos 70, aquele troço doido.


Tocaram os clássicos Macarena, That's The Way (I Like It) e I Will Survive. E todo mundo sabe que as músicas oficiais de se soltar a franga são Macarena, That's The Way (I Like It) e I Will Survive. Como um bom menininho da geração Ney Matogrosso, soltei a franga em todas elas com gosto e pagação de mico. Foi foda, rapaz.